Vender uma casa é sempre uma mistura de sentimentos. Há o alívio de virar a página, a ansiedade de saber se vai correr bem, e por vezes aquele nó no estômago quando percebemos que, no final, uma boa parte do dinheiro da venda vai parar às mãos da imobiliária. É frustrante pensar que, depois de anos a pagar a casa, ainda temos de abdicar de milhares de euros só para a vender.
Foi a pensar nisto que decidi perceber melhor, e partilhar com vocês, como funciona a comissão fixa para vender casa — um modelo que promete mudar esta equação a favor de quem vende.
Quanto custa realmente vender uma casa em Portugal?
A maioria de nós nem imagina o peso real da comissão imobiliária até se deparar com os números. Nas agências tradicionais, a comissão ronda os 5% do valor de venda, à qual acresce IVA de 23%. Numa casa vendida por 300.000€, isso traduz-se em cerca de 18.450€ — um valor que pode fazer toda a diferença, especialmente se precisarem desse dinheiro para comprar a casa seguinte.
Comissão de 5%: é sempre assim?
Os 5% são o valor mais habitual, mas não são uma regra. Em zonas de grande pressão imobiliária, as comissões podem chegar aos 10%, enquanto em zonas menos povoadas há imobiliárias locais que cobram entre 3% e 4%. Por isso, antes de assinarem qualquer contrato de mediação, vale a pena perguntar qual é a percentagem exata, se o IVA está incluído e em que momento a comissão tem de ser paga.
Comissão fixa e comissão variável: qual a diferença
Na prática, funciona assim: paga-se 100€ na abertura do processo (que cobre o estudo de mercado e a reportagem fotográfica) e o restante, 5.900€, só no dia da escritura. Ou seja, só se paga verdadeiramente quando o negócio está fechado.
Vale ainda notar que, na comissão variável, quanto maior for o valor do imóvel, maior será também o valor pago à imobiliária — ou seja, quem vende uma casa mais valiosa acaba por pagar proporcionalmente mais, mesmo que o trabalho da agência seja semelhante ao de uma venda de valor inferior.
Outros modelos além da comissão variável
Para além da comissão variável e da comissão fixa, existem também modelos mistos, mais comuns em cidades mais pequenas. Nestes casos, paga-se uma mensalidade fixa para promover o imóvel e, na data da escritura, uma comissão entre 1% e 2%. Parece uma boa solução, mas tem um senão: exige um investimento inicial sem qualquer garantia de que a casa vai mesmo ser vendida. Vale também a pena ter atenção a agências que pedem o pagamento da comissão logo na assinatura do CPCV (contrato-promessa de compra e venda), e não apenas no final do processo.
O que está incluído no serviço
Um receio comum é pensar que, pagando menos, se recebe menos apoio. No caso da imovendo o serviço inclui, entre outros: estudo de mercado, fotografia profissional do imóvel, publicação em portais nacionais e internacionais, qualificação de compradores antes das visitas, apoio na negociação e gestão de toda a documentação até à escritura.
Como funciona a venda, passo a passo
Para quem nunca passou por isto, o processo pode parecer complicado, mas segue uma ordem bastante lógica. Tudo começa com a definição de um preço realista, porque um valor mal calculado pode afastar compradores logo à partida. Segue-se a preparação e a divulgação do imóvel, e só depois começam as visitas. Quando surge uma proposta, é altura de negociar e de acertar os termos do negócio. Fechado o acordo, avança-se para o contrato de promessa de compra e venda e, por fim, para a escritura, o momento em que a casa muda oficialmente de mãos e em que se paga o restante da comissão.
Já têm comprador?
Se já encontraram comprador por conta própria, a imovendo tem o Pack Processo, que inclui a gestão do processo até à conclusão da venda: reúne a documentação necessária, prepara o contrato de promessa de compra e venda e pode ajudar o comprador com o crédito bancário. É uma forma de ter uma imobiliária licenciada a acompanhar o negócio, sem pagar comissão de venda.
O que ver antes de escolher uma imobiliária
Independentemente do modelo que escolham, há alguns cuidados a ter em conta:
- Confirmar que a imobiliária tem licença AMI válida (podem consultar no portal do IMPIC)
- Perceber quanto vão pagar no total, com IVA incluído
- Saber em que momento é feito cada pagamento
- Verificar o que está incluído no serviço (fotografia, portais, documentação)
No fundo, vender casa não devia ser sinónimo de abdicar de uma fatia enorme do valor do imóvel. Perceber as alternativas que existem no mercado é o primeiro passo para tomar uma decisão mais informada — e, já agora, mais leve para a carteira.
E vocês, já passaram pela experiência de vender uma casa? Sentiram que a comissão da imobiliária fez diferença na vossa decisão? Já conheciam esta forma de vender com comissão fixa, ou é a primeira vez que ouvem falar dela? Contem-me nos comentários!


Nunca vendi nem acho que vá vender, ao preço a que elas estão...
ResponderEliminarMas é sempre bom saber!
Cláudia - eutambemtenhoumblog
É um excelente conselho
ResponderEliminarObrigado por ele
Tenho sorte de morar num apartamento e não numa casa, os tempos estão difíceis para vender ou então é preciso vender por menos, isso eu nunca me perdoaria se alguém me desse menos dinheiro por uma casa do que ela realmente vale :((
ResponderEliminarObrigada por visitares a minha Vitrine de Fotos, adicionei-te aos Amigos, Saudações da minha Eslovénia, Andreja!
Realmente é uma das partes mais difíceis da vida, ter que vender a casa e deixar npor conta da imobilária. Aqui no Brasil os imóveis estão altíssimos e as imobiliárias disputam os clientes para obterem asmelhores comissões.
ResponderEliminarExcelentes conselhos querida!!
Beijos!!
Vender uma casa é quase como vender uma parte da nossa vida da nossa história.
ResponderEliminarBeijo,
Informações importantes;
ResponderEliminarRealmente as vezes é complicado essas ajudas de compra e venda.
Obrigada pela visita, fazia tempo que não te lia lá pelo blog.
Continuação de uma boa semana.
Quando há 4 anos vendi uma propriedade em Portugal paguei muito mais à imobiliária do que à advogada. O agente mostrou a propriedade apenas uma vez a um cliente que ficou imediatamente interessado! A percentagem escolhida por ele foi de 4%, porque era amigo de um casal amigo meu, fazendo questão, naturalmente, de me informar que a norma era de 5%. Entretanto, a advogada teve de lidar com a burocracia barroca ainda existente e trabalhou muito mais que ele.
ResponderEliminarUm tema complicado pois tudo aumentou hoje em dia, obrigada pelo post pois nos faz entender um pouco mais sobre, beijos.
ResponderEliminarComplicada questão Isa *,~`)
ResponderEliminare quem tem pressa, as dicas são boas.
Bela quinta, beijinhos.
Boa tarde Isa,
ResponderEliminarMuito obrigada pelo artigo.
Moro na minha casa há muitos anos e nela quero ficar até ao fim;))!!
Beijinhos,
Emília